Mineração
Valores serão distribuídos entre moradores e pescadores das áreas afetadas
Ministro afirma que 300 mil famílias terão indenização imediata pelo acordo de Mariana
Publicado em 20/10/2024 às 13:53
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), explicou neste sábado (19 de outubro), em Belo Horizonte, como os valores de indenização às vítimas do rompimento da barragem de Mariana, em 2015, serão distribuídos. “Mais de 300 mil famílias receberão indenização imediata de R$ 30 mil, e pescadores, de R$ 95 mil”, detalhou.
A negociação foi conduzida pelos governos de Minas e Espírito Santo e pela União, com as mineradoras Vale e BHP, controladoras da Samarco. Prestes a ser oficializado, o acordo pela tragédia deve chegar, segundo Silveira, a R$ 167 bilhões.
A repactuação, iniciada em 2021, atravessa os governos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e deve ser assinada na próxima sexta-feira (25 de outubro), em Brasília. A data será a cerca de dez dias do aniversário de nove anos do rompimento da barragem do Fundão, que matou 19 pessoas.
Em um comunicado publicado nessa sexta-feira (18 de outubro), a Vale S.A. e pela BHP Billiton, acionistas da Samarco, afirmaram que o acordo alcançará R$ 170 bilhões, o maior da história. A resolução da repactuação ganhou fôlego às vésperas do início do julgamento de responsabilização da BHP em Londres, na Inglaterra, na próxima segunda (21 de outubro).
O ministro de Minas e Energia destacou a complexidade do acordo de reparação, ressaltando que, embora nada possa reparar completamente a perda de vidas e os danos ambientais, um marco importante foi alcançado. “Não podemos chamar de ideal um acidente que matou tantas pessoas e causou danos ambientais e materiais graves. Mas o que foi possível fazer era chegar a um acordo para garantir recursos que permitissem reparar os estragos causados”, afirmou Silveira.
O acordo inicial, firmado em dezembro de 2022, envolvia o governo federal e o Estado de Minas Gerais, estimado em R$ 100 bilhões. Com a posse do presidente Lula, novas negociações foram conduzidas com as empresas responsáveis, o que, segundo o ministro, foi responsável por elevar significativamente o valor total para R$ 167 bilhões.
“Para o bem de todos os brasileiros e brasileiras, ganhou o presidente Lula, que nos determinou que debruçasse sobre o acordo de Mariana e que começasse as negociações com a Samarco, BHP e Vale”, disse Alexandre. "Passamos de 49 para R$ 100 bilhões de dinheiro novo. Passamos de R$ 14 bi de obrigação de fazer para R$ 30 bil, o fundo quitação Renova de R$ 37 bi", disse, além do valor individual para famílias e pescadores.
O ministro participou, neste sábado (19 de outubro) de uma agenda de campanha do prefeito e correligionário Fuad Noman (PSD), no aglomerado da Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Fonte: Por Maria Irenilda - Jornal O Tempo
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