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Luto e revolta

Morte de jovem em hospital mobiliza a Região dos Inconfidentes

Sob forte comoção em Mariana, Ouro Preto e cidades vizinhas, autoridades de Ouro Branco investigam suposta negligência no Hospital Raymundo Campos.

Publicado em 08/04/2026 às 16:21

O caso levanta questionamentos importantes sobre o atendimento na saúde pública e exige respostas. (Foto: Redes Sociais)

A morte de um jovem de apenas 21 anos, ocorrida no último domingo (6) no Hospital Raymundo Campos, em Ouro Branco, desencadeou uma onda de comoção que ultrapassou os limites do município e reverberou por toda a Região dos Inconfidentes. Cidades como Mariana, Ouro Preto, Itabirito e Conselheiro Lafaiete acompanham, com apreensão e indignação, os desdobramentos de um caso que levanta questionamentos sensíveis sobre a qualidade do atendimento na rede pública de saúde.


O falecimento de Ítalo Henrique da Silva Ribeiro mobilizou a Secretaria de Saúde e a Diretoria do Hospital Raymundo Campos, que realizaram reunião extraordinária para análise do caso nesta segunda-feira após ampla repercussão e revolta.

Nota da Prefeitura: "A Prefeitura Municipal de Ouro Branco [...] manifesta profundo pesar pelo falecimento do paciente Ítalo Henrique da Silva Ribeiro. [...] A Diretoria do Hospital, em conjunto com o Núcleo de Segurança do Paciente e a Comissão de Óbitos, realizou uma reunião extraordinária para análise detalhada de todo o caso, para apuração de todos os fatos, conduzida com total seriedade, transparência e celeridade, conforme os protocolos institucionais.”

Desde a confirmação do óbito, familiares e amigos passaram a compartilhar manifestações de luto nas redes sociais, acompanhadas de denúncias que apontam possíveis falhas no atendimento médico. Vídeos divulgados pela família sugerem omissões durante o socorro, o que intensificou a pressão popular por respostas claras e céleres.

Diante da forte repercussão, a Prefeitura de Ouro Branco informou a abertura de uma apuração administrativa para investigar as circunstâncias da morte. Ainda no domingo, a direção do hospital, em conjunto com o Núcleo de Segurança do Paciente e a Comissão de Óbitos, realizou reunião extraordinária com o objetivo de revisar o prontuário médico e todos os procedimentos adotados.

Em nota, a administração municipal assegurou que a investigação será conduzida com “seriedade, transparência e celeridade”, enquanto a Secretaria de Saúde declarou prestar apoio à família enlutada. No entanto, para a população, marcada pela dor e pelo sentimento de injustiça, as respostas ainda são insuficientes diante da perda irreparável.

O caso também mobilizou o Poder Legislativo local. Na Câmara Municipal de Ouro Branco, vereadores cobraram rigor na apuração. O vereador Neymar Magalhães destacou a necessidade de responsabilidade institucional, enquanto o presidente da Casa, Warley Pereira, manifestou solidariedade à família e defendeu investigações aprofundadas. A presidente da Comissão de Saúde, Branca de Castilho, ressaltou a existência de indícios que demandam análise técnica minuciosa, posição acompanhada pela vereadora Bruna D’Ângela, que enfatizou o impacto emocional do episódio.

A Comissão de Saúde já iniciou diligências e se reuniu com representantes da Secretaria Municipal de Saúde e da unidade hospitalar, buscando esclarecimentos preliminares. O caso segue sob acompanhamento contínuo.

O velório, realizado no centro da cidade, reuniu um grande número de pessoas, em um cenário marcado por silêncio, lágrimas e indignação. O sepultamento ocorreu ainda no mesmo dia, sob forte comoção.

Mais do que uma tragédia individual, a morte do jovem reacende um debate coletivo sobre a segurança e a eficiência do atendimento hospitalar. Em toda a região, cresce a expectativa por respostas firmes, capazes não apenas de esclarecer os fatos, mas também de restaurar a confiança da população em um sistema que deve, acima de tudo, preservar vidas.

Fonte: Redes Sociais

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