Lula em Mariana
Lula visita Mariana para celebrar avanços do Novo Acordo Rio Doce
A visita tem como objetivo principal anunciar investimentos para a região da Bacia do Rio Doce que foi afetada pelo rompimento da barragem em 2015
Publicado em
10/06/2025 às 10:19
Atualizado em
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Mariana nesta quinta-feira (12), às 10h, para participar da cerimônia que marca os avanços do Novo Acordo Rio Doce, na Praça da Sé, no coração da cidade.
O encontro reúne autoridades da Casa Civil e dos ministérios da Saúde, Educação, Desenvolvimento Agrário, Agricultura Familiar e Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A pauta inclui a liberação de recursos e o lançamento de projetos prioritários para as cerca de 26 cidades que já firmaram o termo de repactuação com o governo e empresas responsáveis pela tragédia ambiental de 2015.
Embora Mariana, entre os 49 municípios da bacia do Rio Doce, não tenha formalizado sua adesão ao acordo, a gestão federal compromete-se a destinar parte dos recursos à localidade, reconhecendo o impacto do desastre na bacia como um todo.
Principais anúncios esperados
O prefeito Juliano Duarte (PSB) confirmou que, desde 5 de junho, equipes dos ministérios da Saúde, Educação, da Casa Civil e da UFOP visitaram locais para viabilizar um hospital universitário em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, que já possui um campus ativo em Mariana. Também estão previstos investimentos em infraestrutura de saúde, habitação popular via programa Minha Casa Minha Vida (PAC), além de apoio a cursos nas áreas de nutrição, saúde e projetos socioambientais.
Mariana: terra histórica e tragédia socioambiental
Fundada em 1696, Mariana foi a primeira capital de Minas Gerais, sendo berço da primeira vila, diocese e sede do governo colonial. Reconhecida por sua arquitetura barroca, igrejas centenárias e importância cultural, a cidade enfrenta o desafio de conciliar preservação histórica com as cicatrizes deixadas pelo rompimento da barragem do Fundão, operada pela Samarco (Vale/BHP Billiton), em 5 de novembro de 2015.
O desastre liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contaminando a bacia do Rio Doce, que abastece 230 municípios, e provocando comprometimentos ambientais que, segundo especialistas, podem perdurar por décadas após atingir o oceano. Em Mariana, a reparação à infraestrutura local foi estimada em R\$ 100 milhões pela prefeitura.
O Acordo de Repactuação
Em março de 2025, 26 cidades de MG e ES aderiram ao novo acordo negociado entre governo federal, estaduais, municipais e as empresas envolvidas, objetivando ajustes no Termo de Transação e Ajustamento de Conduta original. O acordo prevê destinação de recursos para saúde, educação, agricultura, infraestrutura e assistência social, porém, até então, Mariana ainda não havia firmado adesão.
A não adesão não impede que o município receba os benefícios garantidos pelo SUS e ações de reparação socioambiental uma posição defendida pelo prefeito e acatada pelo Ministério da Saúde.
Perspectivas para Mariana
A visita presidencial representa mais que um ato político: reflete um compromisso efetivo com a recuperação plena da bacia do Rio Doce e com o resgate histórico e econômico de Mariana. A concretização do hospital universitário, unida a ações no moradia, educação e meio ambiente, fortalece a perspectiva de desenvolvimento local sustentável e de memória preservada.
Fonte: Governo Federal
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