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Tragédia Ambiental

Pescadores acham animais deformados onde passou lama de Mariana

Animais foram encontrados por pescadores com úlceras, machucados e deformidades. Pesquisadores associam fato à tragédia em Mariana

Publicado em 12/09/2024 às 09:18

Entre os flagrantes estão peixes com úlceras e tartarugas com conjuntivite. Além do impacto relacionado à condição dos animais, pescadores relatam dificuldade em manter o ofício. No Norte do Espírito Santo, pesca ainda é proibida em algumas regiões. (Foto: Jornal Metropolis)

Entre os flagrantes estão peixes com úlceras e tartarugas com conjuntivite. Além do impacto relacionado à condição dos animais, pescadores relatam dificuldade em manter o ofício. No Norte do Espírito Santo, pesca ainda é proibida em algumas regiões. (Foto: Jornal Metropolis)

Entre os flagrantes estão peixes com úlceras e tartarugas com conjuntivite. Além do impacto relacionado à condição dos animais, pescadores relatam dificuldade em manter o ofício. No Norte do Espírito Santo, pesca ainda é proibida em algumas regiões. (Foto: Jornal Metropolis)

Nove anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o desastre ambiental continua a causar impactos devastadores na vida marinha do Espírito Santo. Pescadores da região relatam encontrar com frequência animais marinhos com deformidades, doenças e feridas abertas, como tartarugas com úlceras e peixes com machucados.

As imagens divulgadas chegam a impressionar:


Contaminação por metais pesados

Pesquisas recentes do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA) confirmaram a presença de metais pesados, provenientes da lama tóxica liberada pela barragem, em todos os níveis da cadeia alimentar marinha, desde microrganismos até grandes animais como tartarugas e baleias.

Impactos na pesca e na economia local

A contaminação dos ecossistemas marinhos afetou diretamente a atividade pesqueira na região. Pescadores enfrentam dificuldades para comercializar seus produtos devido à preocupação dos consumidores com a qualidade e a segurança do pescado. A pesca foi proibida em diversas áreas da costa capixaba, impactando a renda de muitas famílias.

Helena da Silva Vieira Santos, pescadora de Aracruz, relata que a comunidade sofre com os efeitos da tragédia há anos. "Nossos rios estão doentes", afirma. "As ostras estão manchadas, e a gente tem medo de consumir o pescado."

Recuperação lenta e desafios

Apesar dos esforços de recuperação, a contaminação por metais pesados persiste nos ecossistemas marinhos. Ações de restauração florestal e recuperação de nascentes estão em andamento, mas o processo é lento e complexo.

Os pesquisadores do PMBA ressaltam que a maioria dos impactos ambientais pode ser revertida ao longo do tempo, desde que sejam adotadas medidas adequadas de recuperação. No entanto, a recuperação completa dos ecossistemas afetados levará muitos anos.



Fonte: Jornal Metropolis/ Redes Sociais

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